A ansiedade dói.

Como se uma bomba de ácido explodisse dentro de mim, o corpo quer fugir dele mesmo, a mente parece um animal selvagem que recusa a todo custo ser domada. E isso dói muito, isso dura uma imensidão em apenas um minuto.

Reprimir o que acontece por dentro – sem motivo algum – é nadar contra um mar em fúria: exaustivo e ineficaz.

Tudo torna-se ineficaz. Tudo que eu quero é paz e ela torna-se um farol cada vez mais distante, cada vez menor nessa luta perdida.

Meus dentes exercem uma força descomunal, uns contra os outros, o maxilar dói; a cabeça parece comprimir-se e a dor é imediata; meu corpo se fecha, como se eu estivesse em perigo ou amedrontada, meus ossos querem diminuir até desaparecer, tudo que vem de fora é mais inquietante. Um fio de cabelo que toca o pescoço causa uma coceira percebida instantaneamente como um risco, um perigo, algo que deve ser eliminado.

A ansiedade dói demais, física e psicologicamente.

E essa é a parte que eu consigo descrever.

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