“Flutuando…”

Não vou mentir, 
ou simplesmente fingir que ele não existe, não mais!Desde aquele dia, aquele jantar idiota, ok, nem tão idiota – eu até que me sai bem! – eu ainda não tinha dado atenção a ele. Mas na festa de formatura foi inevitável, o gênio ‘eleito’ como presidente da comissão de formatura, decidiu que haveria uma dança, tipo uma valsa.
Pausa para comentar o quão ridículo foi.
Não era festa de debutante, nem de casamento, porque tinha que haver a nossa última música? Ok, eu fui vencida, porque algumas amigas “emocionadas” adoraram a “ideia” e eu não participaria, não pude eliminar aquilo, mas também não quis fazer parte.
Então, ele me tirou para dançar.
Nunca senti tanta raiva, tanta vergonha, ou fiquei tão sem saber o que fazer/dizer.
Simplesmente o segui enquanto ele me guiava pela pista com um sorriso enorme no rosto. Acredite, eu pensava em tudo, menos em que eu não gosto, nem sei dançar. Quando todos os casais estavam na pista e a nossa última música começou, minha cabeça girou.
E tudo girou junto.
Senti o corpo dele próximo ao meu, uma mão na minha cintura e a outra erguendo minha mão. Aquele sorriso perto demais de mim e o chão se afastando rapidamente. Não era essa a sensação de “flutuar” que eu imaginava.
Não era nada daquilo que eu imaginava.

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