Por que eu parei?

Eu não sei. Essa é a minha resposta.

Mas hoje, simplesmente percebi que em algum momento, eu parei. Comecei deixando de expor minha vida – no instagram, no facebook, no blog – e também fui parando de vivê-la. Fui deixando meus monstros, meus medos, minhas vergonhas crescerem (de novo) e parei. Eu recuei na verdade. Andei pra trás. Tinha avançado tanto sabe? Tinha desconstruído preocupações sobre o que os outros iam pensar, o que iam falar e todo esse progresso ficou lá trás, cada vez mais distante de mim, a medida que eu fui desistindo. Eu sei que não desisti assim, parei e entreguei. Disse ‘cansei’ e sentei na beirada da calçada, olhando a vida passar. Fui desistindo a cada não. E inclusive, até hoje não terminei de ler ‘O Ano do Sim’ da Shonda Rhimes.

Eu deveria ter dito sim mais vezes.

Não para as pessoas. Mas para mim. Para as minhas vontades, para as oportunidades que surgiram, para o que eu penso. Eu não deveria ter parado, mas talvez tenha sido necessário.

De qualquer forma, ficar aqui me arrependendo disso, não vai me levar a nada – literalmente. Mas eu percebi que estou parada no tempo, e agora vou reaquecer os motores, colocar a cabeça para pensar, canalizar a ansiedade em uma coisa só e me movimentar. Sair da minha própria inércia, ir além da minha área de conforto para me desafiar e me sentir confortável em outras partes também. Vou seguir o bilhetinho que me escrevi essa manhã: ‘você é forte, você está tentando. Continue em frente.’ Não vai ser fácil, isso não é novidade. Mas eu talvez tenha o poder de tornar isso mais fácil, bom, ao menos eu vou tentar. Tá ai! Talvez eu vá além de me ‘reinventar’, agora eu vou tentar.

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