rascunho

“Sim, sei que isso pode ser meio estranho, um pouco artificial, falso, é, pois é, sei que isso não parece nada bom, não parece inteligente, humando, nem amável. Mas tente entender – assim como eu ainda tento – que é o que eu preciso. Passei dezoito anos aqui, me senti alegre por muitas vezes, por muito tempo, mas isso não basta mais. Eu preciso, encontrar felicidade, preciso achar a minha felicidade, em mim, mas sinto que isso não está aqui. As vezes eu penso se eu ainda estou aqui, pode parecer idiota, é idiota, mas me sinto tão perdida e vazia ultimamente, e penso que devo voltar a ser como eu era, eu era melhor, mais contente. Mas como eu era? Eu um dia fui de outro jeito? Eu já fui feliz? E se sim, se a resposta é sim para isso tudo, meu Deus! Quando foi que eu mudei? Quando foi que eu me transformei em uma pessoa assim, oca. Eu sinceramente não sei. E sinto muito, por não saber.

Mas, com essa mesma intensidade, sei que vou encontrar, sei que estou saindo daqui hoje, para me encontrar. Para buscar, felicidade. Por mais infantil que isso pareça.”

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